Vale a pena ver também
O que seria de nós sem aqueles que nos alimentam?
Livros
- Aos prantos no mercado (Michelle Zauner, 2022): Uma pessoa me falou que não conseguia ler os livros de um escritor pois as personagens das histórias estão sempre fumando e ele, um fumante inverterado, não conseguia resistir à tentação de acompanhá-los. Tive essa mesma sensação quando li esse livro, mas aqui estamos falando de comida e relações familiares.
Filmes e séries
- Dias Perfeitos (Wim Wenders, 2023): O exercício da rotina e a cadência desse filme me encanta. Dado que já é tolerável você dobrar a velocidade da fala de alguém que você gosta para economizar tempo, esse filme é um afago pra quem sofre com essa ansiedade do mundo.
- Estômago (Marcos Jorge, 2007): O filme se passa numa São Paulo do fim da década de 2000, na bordinha do tempo antes da onda foodie tomar conta das pessoas que saem pra comer na rua, de um dia pro outro, se tornarem seres "apaixonados por gastronomia". Dessa forma, é curioso assistir uma boa história que envolve comida, boemia, crimes etc. sendo contada sem os vícios da linguagem audiovisual sobre comida que vemos em qualquer produto de ficção ou não que trate sobre o assunto.
- Larica Total (Felipe Abrahão, Caito Mainier e Leandro Ramos, 2009–2012): Nada mais íntimo do que ver alguém que quer te ensinar, mas na verdade está aprendendo, errando e improvisando muito solto com você. Paulo de Oliveira é o meu guru.
- Ponyo: Uma amizade que veio do mar (Hayao Miyazaki, 2008): Muito já foi escrito ou reproduzido sobre as comidas nos filmes do Studio Ghibli. Mesmo assim, vale a pena mencionar mais uma vez. Nesse filme talvez esteja a representação da comida como eu mais aprecio: amigos & presunto.
- Tampopo: Os Brutos Também Comem Spaghetti (Jûzô Itami, 1985): Pra esse filme ficar melhor só se recebesse uma versão do Tela Class.
Sites, blogs e newsletters
- Delícia: Um repositório de conhecimento sobre culinária japonesa do cotidiano sendo destrinchada de forma descomplicada. Gosto da seção "Cozinha do desespero".
- fogo baixo: Boas entrevistas e reflexões sobre gastronomia com viés jornalístico.
- Hortipédia: O site da Companhia de Entrepostos de São Paulo é surpreendentemente rico em informações. A seção mais interessante é essa enciclopédia de vegetais e hortaliças com alto nível de detalhamento, como informações sobre sazonalidade, variedade e até o padrão de qualidade.
- Just One Cookbook: Isso aqui é um absurdo. Sério, parece mentira. Toda vez que entro nesse site eu fico transtornado com a quantidade de informações a alguns toques da minha tela. Nem sei mais o que dizer. Se por acaso você se interessa por culinária japonesa e quiser cair num buraco da minhoca, vá sem medo.
- O Joio e O Trigo: Comida é poder.
- Panelinha: Ignore o blablablá sobre "comida de verdade" e vá direto pras receitas. Nesse aspecto, o trabalho da Rita Lobo para culinária brasileira é um serviço de utilidade pública. Admiro o cuidado editorial em registrar várias receitas que estão desaparecendo da mesa do brasileiro. Além disso, as apresentações possuem rigor e precisão e (supostamente) tudo que está nos livros também está disponível no site, gratuitamente.
- PratoFundo: Se minha ocupação profissional fosse relacionada à comida, gostaria que o produto do meu trabalho fosse algo semelhante a esse site. É uma longeva empreitada de uma pessoa só que sabe equilibrar informações técnicas com resoluções simples, levando em consideração o que cabe no tempo ou no bolso de uma pessoa comum. O texto sobre fermentação natural é um ótimo exemplo.
- Serious Eats: É um farol, mas confesso: tem dias que eu odeio muito porque eu só quero ver a porra da receita.
Última atualização: 08 de maio de 2025.